1º momento
Leitura compartilhada.
2º momento
Apresentação dos relatórios de “Avançando na prática”.
Análise das atividades.
3º momento
Unidade 17 (TP5): Estilística
Objetivos da unidade:
– Desenvolver a noção de estilo e apresentar o objetivo da Estilística;
– Explorar como recursos expressivos o som, a palavra, a frase e a enunciação.
– A estilística é o estudo do estilo, da linguagem que se cria com os elementos da língua.
– Estilo é a maneira de usar a língua para efeitos de sentido. É a expressão de uma experiência individual, pois resulta da escolha, por parte do falante, de seus meios de expressão. Relaciona-se com as intenções dele e com o efeito de sentido que quer produzir. O estilo revela também a emoção e a afetividade.
– No idioleto, ou seja, na língua de cada indivíduo, o estilo se manifesta com o conjunto de marcas pessoais que constitui a fala.
– A Estilística pode considerar também o conjunto de características comuns aos autores de um determinado período. A esse conjunto dá-se o nome de estilo de época.
Explorar como recursos expressivos o som, a palavra:
Análise de texto (fazer a leitura expressiva do poema Trem de ferro, de Manuel Bandeira, e ouvir a música composta por Tom Jobim a partir desse poema).
Trem de ferro
CaFÉ com PÃOCaFÉ com PÃOCaFÉ com PÃO
Virge Maria que foi isso maquinista?AGOra simCaFÉ com PÃOAGOra simVOa, fuMAçaCORre, CERcaAi seu foguistaBota fogo
Na fornalhaQue eu precisoMUIta FORçaMUIta FORçaMUIta FORçaOô...Foge, bichoFoge, povoPassa pontePassa postePassa pastoPassa boiPassa boiadaPassa galhoDa ingazeiraDebruçadaNo riachoQue vontadeDe cantar!
Oô...Quando me prenderoNo canaviáCada pé de canaEra um oficiá
Oô...Menina bonitaDo vestido verdeMe dá tua bocaPra matar minha sede
Oô...Vou mimbora vou mimboraNão gosto daquiNasci no sertãoSou de OuricuriOô...Vou depressaVou correndoVou na todaQue só levo Pouca gentePouca gentePouca gente...
→ No plano sonoro: a sonoridade das palavras foi trabalhada de maneira a criar um ritmo expressivo para o poema, sugerindo o ritmo do trem. Esse efeito se constrói:
– alternando sílabas fortes e fracas nos versos (destacadas com negrito e maiúsculas);
– repetindo versos, o que implica a repetição de alguns sons (assinalados em vermelho), empregando aliterações (verde) e assonâncias (azul);
– empregando a rima (rosa).
→ No plano das palavras:
Foram empregadas figuras como recurso expressivo:
– personificação do trem de ferro, atribuindo-lhe fala e sentimento (lilás);
– metáfora empregada para se referir aos pés de cana, explicitando a sensação do trem de ferro ao passar pelo canavial (cinza).
Atribuição do dialeto popular ao trem de ferro:
– é elemento de coerência (o trem de ferro é do sertão pernambucano);
– é também é um recurso expressivo, caracterizando o eu poético.
Explorar como recursos expressivos a frase e a enunciação:
→ A utilização do discurso direto, do discurso indireto e do discurso indireto livre são recursos expressivos da frase e da enunciação.
Análise de texto (ler com os cursistas o texto “Nunca é tarde, sempre é tarde”, p. 43, e comentar sobre suas características)
“Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida em vapores da cozinha, eu como alguma cousa lá mesmo. Sempre tem alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu.”
Pensando na norma gramatical, o que há de estranho no trecho?
Que efeito de sentido você acha que o autor procurou obter?
Analise o trecho reescrito obedecendo à norma gramatical:
Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida em vapores da cozinha:
– Eu como alguma cousa lá mesmo. Sempre tem alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta.
A mãe reclamou mais uma vez:
– Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim não.
Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu.
Que efeito a nova redação trouxe ao texto?
Voltando a considerar o trecho inicial, como poderia ser classificado o tipo de discurso empregado?
→ O discurso indireto livre confere mais fluência à narrativa e permite ao leitor penetrar os pensamentos e a alma da personagem. Adequa-se perfeitamente à narrativa em questão pelo fato da personagem situar-se no limiar entre o mundo onírico, ilógico, fragmentado e o mundo real lógico coerente e linear.
→ A frase fragmentária é outro recurso expressivo empregado pelo autor para fazer com que o leitor penetre a atmosfera em que se situa a personagem.
“Avançou a mão para a fechadura e assustou-se com o toque insistente da campainha. Algum dedo nervoso. O Westclox.”
→ Esse recurso confere vivacidade, concisão e rapidez ao texto, assim como também se destaca bastante o teor apresentado na frase fragmentária.
→ A perda da expressividade se percebe claramente quando essas frases são substituídas por outras, mais longas:
Avançou a mão para a fechadura e assustou-se com o toque insistente da campainha. Pensou que algum dedo nervoso a apertava continuamente. Em seguida, ficou em dúvida se não seria o ruído do despertador Westclox, e não o da campainha.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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